Na segunda edição da IT Insight TALKS de 2026, realizada a 25 de junho no Fórum Tecnológico Lispolis, em Lisboa, a Oramix marcou presença na mesa redonda dedicada ao impacto da Inteligência Artificial e dos Dados nas organizações. Pedro Rocha, Chief Strategy & Innovation Officer da Oramix, partilhou palco com representantes da NetApp, da Red Hat e da Broadvoice, numa sessão moderada por Henrique Carreiro, diretor da IT Insight.
Maturidade de dados como diferencial
O debate centrou-se na forma como as organizações estão ou não preparadas para adotar IA com retorno para o negócio. Para Pedro Rocha, a resposta começa nos dados. A maturidade dos dados foi identificada como o principal fator diferenciador entre as organizações que criam valor com inteligência artificial e as que permanecem em modo exploratório. A Gartner estimou que 80% dos projetos de IA falhariam por falta de qualidade de dados, e que 60% dos projetos ativos em 2026 vão falhar pelo mesmo motivo até ao final do ano.
Sem catálogo, sem linhagem documentada e sem ownership definido, não é possível auditar uma decisão tomada por um sistema de IA, o que é diretamente incompatível com o que o AI Act exige. Quando os dados não estão AI-Ready, as equipas de data science dispendem 60% a 80% do tempo a preparar dados, comprometendo o retorno do investimento feito em talento técnico.
A responsabilidade da Gestão de Topo
O papel do Conselho de Administração no governo de dados foi outro dos temas em destaque. Pedro Rocha defendeu que todos os conselhos de administração deveriam assumir este tema como estratégico. O responsável de inovação da Oramix aponta quatro dimensões pelas quais este tema devia ser prioritário para a chefia de topo das organizações: risco material, conformidade regulatória, o dado como ativo de negócio e a necessidade de atribuir ownership e responsabilidade sobre os dados a cada unidade da organização.
O debate abordou ainda a pressão crescente para avançar com IA sem o enquadramento de segurança e governo necessário, e o tipo de projeto que, em 2026, oferece resultados mensuráveis em 12 meses. “A maturidade claramente define o tipo de projeto que é possível fazer. Uma empresa com maturidade baixa dificilmente vai além de um assistente pessoal. Quem tem maturidade elevada consegue aplicar decisões em tempo real de forma transversal à organização”, afirmou Pedro Rocha.
Prepare a sua organização para a adoção de IA
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